domingo, 19 de julho de 2009

Queridos Ouvintes!!




Sempre tive uma paixão pelo rádio. O radiojornalimso consegue ser ágil mesmo nos dias de hoje. Profissionalmente, sempre busquei, mas nunca consegui emplacar um projeto que aplacasse esta minha fantasia radiofônica.

Dois projetos, duas demandas de clientes chegaram próximos de ser concretizados, mas não vingaram. Em junho, surgiu mais um, uma rádio interna para mais de dois mil funcionários de uma empresa. Confesso que embarquei um tanto cético na empreitada.

Depois de reuniões, entrevistas, escolha de locutores, programa piloto, edições, estúdio e muita ansiedade, hoje, depois de duas semanas, o primeiro, de uma série de programas, foi aprovado e vai "ao ar" no próximo dia 25.

Bingo!!! Foi cansativo, mas nasceu. Ficou bem distante do que eu imagino como um programa bacana, mas nas próximas edições ficará ótimo. Missão cumprida, fantasia realizada, frequência sintonizada...que venham os próximos programas!!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Com esta na cabeça (1)

De uns tempos pra cá voltei a acordar com alguma música na cabeça. Coisa boa, porque, sempre tem algum motivo misterioso que aperta o play durante o meu sono/sonho e faz o meu dia amanhecer embalado por uma trilha sonora.
Então, toda vez que alguma música acordar junto comigo vou registrar aqui....Hoje foi esta


terça-feira, 14 de julho de 2009

Pode ter certeza que sim!!


Semprei pensei que o mais próximo que poderia estar da ansiedade vivida por alguém que espera renascer de um transplante de órgãos fosse em uma reportagem do Fantástico ou do Globo Repórter.
Mas, quando a vida transforma clientes em amigos...esta distância desaparece.
Há um bom tempo convivendo com uma doença grave, meu amigo já passou por tudo... já negou, já se revoltou e já desistiu.
Fez tudo isso sem deixar de trabalhar na produção de espetáculos e shows. Alguns com um relativo retorno financeiro, outros nem tanto e mais alguns trazendo um prejuízo grandioso, mas, mesmo assim, nesta gangorra do “show bussiness”, ele nunca desistiu e, depois de algum tempo, lá vinha o amigo com mais um projeto, trazendo um sorriso no rosto e, com uma empolgação de menino, tornava a se envolver de novo com venda de ingressos, camarins, hotéis, anúncios e contabilizava mais um espetáculo em seu currículo.
Há um ano, o amigo resolveu fazer da sua vida o que faz com o seu trabalho...decidiu não desistir, não se revoltar e não negar....partiu para produzir o seu maior show........começou a cuidar de sua saúde, entrou para academia e cuidou do corpo, começou a terapia e cuidou da mente, voltou a orar e a crer para cuidar de sua alma.
O resultado veio aos poucos...primeiro foi “encontrado” por uma paixão, depois engatou mais alguns projetos profissionais e finalmente o grande retorno...recebeu um “sim” de um primo que não via há muito tempo e que será seu doador.
Não sei se meu amigo é católico, pouco importa, mas a imagem que me vem a cabeça é que ele receberá uma hóstia...e literalmente estará em comunhão para uma vida nova.
Meu amigo e seu primo passam agora por uma série de exames para checar a compatibilidade dos órgãos, o que para mim, é apenas uma formalidade, já que tenho a certeza (e muita fé) que tudo, exatamente tudo, dará certo, porque meu amigo é justo e merecedor.
Ele merece comemorar dois aniversários por ano e também merece um dia ser avô pra contar sua lista imensa de histórias próprias e impróprias para seus netos.
Deus lhe abençoe Júlio!!!

sábado, 11 de julho de 2009

Invisível


Parou, mas não acabou...
Mas, e o sentimento vazio e a ressaca sóbria?
E o que eu faço com as risadas, com as histórias que inventei, com o que senti, com as inspirações que jorravam a todo momento?
Não faço nada!
Não há o que fazer, apenas vou levar comigo o peso do corpo, o bailado das mãos, a estrada noturna, o canto secreto, os poemas, a dança de um violinista, o choro de alegria, os meses, os dias, as manhãs, as noites, o gosto da catuaba, o doce do sonho de valsa, os apelidos, as coincidências, o exército de anjos protetores, as fotos de infância, as letras inspiradas, o cabelo, os olhos, o esmalte, os brincos.
Levo também, pra nunca mais esquecer, a angústia, o medo, a busca de um momento perfeito que nunca chegou e, me fez ficar esperando, esperando, esperando até que parou....parou, mas não acabou.
Levo a lição, a imagem e a coragem de ter feito coisas que nunca fiz.
Levo o prazer de ter me percebido feliz.
Levo a certeza de que, a qualquer momento, em que eu tocar cada uma destas lembranças serei tatuado.
E se o delírio tiver uma cor, minha pele será marcada com os tons deste nobre sentimento.
Deixo ainda outra certeza.....esta foi e será a minha única tatuagem, uma marca invisível, que só eu sei onde está.

domingo, 5 de julho de 2009

Mais do mesmo (mas sempre ótimo)



Sempre parece uma volta no tempo. Velhos camaradas em torno de um monte de cervejas, uma churrasqueira que ninguém consegue acender direito e muito som da "melhor qualidade" rolando. Depois de um tempo, o papo é sempre o mesmo...


  • Os Beatles são insuperáveis

Todo encontro, o papo descamba para isso e mais um monte de assunto de uma turma que já chegou aos 40.


Muto bom reunir Burna, Caverna, Alê, Analu, Xanel, Ana.

Muito bom o churrasco ter que acabar mais cedo por conta da segunda geração formada por Valentina, Maria Eduarda, Isabela, Sophia, Felipe e Júlia.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Michael Jackson

O homem morreu, bateu as botas!! Tudo já foi dito, escrito, especulado e televisionado. Bom, se especialistas já dissertaram sobre o mito, aqui no Almoxarifado só resta dizer que, para um branco, até que ele tinha suingue...

Fica então uma singela homenagem. Mais de 1.500 presidiários filipinos durante um banho de sol!!


  • Quem fez a presença: Guilherme Rosa.
  • And the Oscar goes to: "a mocinha".
  • Destaque: Filipinos sabem dançar.
  • Sugestão para a versão brasileira: Beira Mar como Michael Jackson e Suzane Von Riththofen como a mocinha
  • Requiem recomendado: depois do clipe ouça Off The Wall

Dói sentado e fisga em pé



Minha coluna dói. Movimentos automáticos e banais precisam, agora, ser calculados, imaginados, ensaiados. Não dá pra sair debruçando para encher a boca d’água para bochechar depois de escovar os dentes, colocar o telefone encaixado entre a orelha e o ombro para escrever algum recado...nem pensar! Uma dor aguda e rápida invade as costas e tem ligação direta com a boca, que solta um gemido rouco e insano.
Minha coluna dói. Minha tardia e promissora carreira no tênis foi interrompida por dois meses. Protusão nas vértebras C5 e C6, coisa séria que acabou com a empolgação das raquetes, bolinhas, cordas, saques e voleios.
Minha coluna começou a melhorar. Sessões de fisioterapia e aulas de pilates me animaram e fizeram eu me esquecer de pensar na dor antes de me levantar. Comecei a me imaginar engatando uma ré no carro e podendo olhar para trás para fazer a manobra.
Anunciei minha volta as quadras, recebi até um telefonema de boa sorte minutos antes da aula começar. Voltei a fazer planos de disputar um campeonato na categoria para senhores com mais de 60 anos. Depois de dois meses parado e apenas três aulas...dor!!
Há uma semana, minha coluna voltou a doer. No prosaico ato de lavar a louça do café da manhã, num frio domingo pela manhã, me abaixei para levantar a tampa do lixo e travei em posição de “L”. Uma fisgada, que deixou meu andar manco e igual a de uma gestante que caminha com as mãos nas ancas.
Minha coluna dói. Desta vez é mais embaixo. A C5 e a C6 parecem estar boas, mas lá embaixo tudo dói. Não sei o número das vértebras, mas dói sentado, fisga em pé, incomoda deitado e tira o humor em qualquer posição.
Anos de sedentarismo iriam cobrar juros em algum momento e a minha coluna dói pra me lembrar que minha conta irá ficar no vermelho por mais algum tempo.